Cadeira 07 - Reny Lima


RENY LIMA UNTONE, nascida em Brasília em 15 de janeiro de 1965, onde fui criada e ainda resido até hoje escritora e poetisa que assina sua obras como RENY LIMA.

Sou amante das letras, e escrevo deixando meu coração falar elevo minha alma tentando abrilhantar meu poema.

Formada em letras português e inglês e suas respectivas literaturas pela Faculdade Multi - Educativa, no ano de (2009) em Taguatinga DF.

Exerço a função de Técnica de Enfermagem, formada pela Escola Técnica de Saúde de Brasília, no ano de (1989) profissão que escolhi com paixão a qual dedico boa parte do meu tempo.

Comecei a escrever por incentivos de amigos e não parei ate o momento, pois me apaixonei por poemas e procuro me aprimorar cada vez mais.

Através dos meus poemas realizo meu sonho de escrever e deixar transparecer minha alma e meu coração, desnudando os sentimentos.

Escritora amadora e assim sempre o serei, pois o aprendizado é interminável.

Participei da I ANTOLOGIA DA ACADEMIA DE LETRAS TAGUATINGUENSE, e das quatro edições ANTOLOGIA MEUS POEMAS DA EDITORA BECO DOS POETAS



MINHAS PAGINAS

Folheando as paginas do meu ser, encontrei muitas linhas mal escritas, outras incompletas e várias em branco.
Algumas bem amareladas pelo tempo e manchadas com gotas de lagrimas que certamente caíram dos meus olhos tristonhos quando escrevia.
Passando por cada pagina com a alma aflita e os olhos atentos procurando um pequeno sinal da minha estória que deixei perdida em algum lugar.
Paginas já envelhecida guardam todas as minhas alegrias contidas e arraigadas na alma que, em noites escuras e frias sai à procura de uma luz que a faça voltar e repousar serena.
Relendo as linhas escritas nas folhas manchadas por lagrimas sentidas e tristes, voltei ao passado relembrando minúcias que estavam adormecidas.
Deixei cair gotas saudosas vindas do fundo do meu eu, que ao tocar a pagina fizeram um borrão apagando alguma lembrança.
Fechei os olhos e voltei a sonhar para quando voltar á realidade, eu escrever novas linhas nas paginas da saudade.
E um dia quando a alma triste ansiar por alento, eu poder voltar e ler as linhas escritas na pagina da minha vida com amor, tristeza e também contentamento.


Distante
De mim você está
Meus olhos não mais te veem
Minhas mãos não conseguem te tocar
Meu coração não deixou de amar - te
Distante de mim você está
Mais não saiu do meu pensamento
Não perdi meus sentimentos
Não deixei de sonhar
Distante de mim você está
Mais não me esqueci do seu sorriso
Ainda sinto seu perfume pairando no ar
Distante de mim você está
Mais continua presente em minha alma
Sua presença está nas flores que cultivo
Nas dores que sinto, nas canções que falam de amor e tocam a alma.
Distante de mim você está
Mais ainda faz morada em meu viver é o dono do meu sorriso
O brilho do meu olhar, anjo a me guardar, lua a me iluminar.
Distante de mim você está
Mais ainda aguardo sua chegada, trazendo na mala a alegria, o coração aberto e transbordando de amor, o corpo cheio de vontade.
A boca com beijos doces e quentes e a vida fazer renascer eu de braços abertos, olhos fechados a receber-te e beijar - te até amanhecer.


Hoje eu queria o colo de Deus

Hoje eu queria ficar quietinha ensimesmada em meu mundo, esquecer o mundo lá fora.
Hoje eu queria o colo de Deus, contar a ele em silêncio todos os problemas meus.
Hoje eu não queria sentir saudade, hoje eu não queria lembrar-me de ti.
Hoje eu queria ser invisível, fugir de toda maldade.
Hoje eu não queria chorar, mais chorei.
Lavei a alma com lágrimas doídas
Meu coração abriu a ferida, sangrou escondido.
Hoje eu queria o colo de Deus, contar a ele em silêncio todos os problemas meus, hoje apenas, hoje eu queria te esquecer.
Hoje eu queria voltar a viver, sem você estou a morrer como uma flor, morrendo sedenta do seu amor.


Sou

Sou pequenos fragmentos de saudade, que se escondem no sorriso que carrego.
Fragmentos de alegrias, tristeza de um dia sentidos e vividos.
Sou alma que flutua, rosa que desabrocha com o beijo do beija flor.
Sou tudo e nada ,eterna apaixonada, poesia encantada.
Sou amante,sou amada, quero tudo ,e quero nada.
Sou apenas fragmentos.


Asas da saudade

Sentada nas asas da saudade
Sentindo o vento frio tocando meu rosto
Voando entre nuvens, no céu infinito de um azul maravilhoso
Aconchego - me nas plumas brancas das asas e deixo - me levar sem preocupar - me para onde
sentada nas asas da saudade, o calor do sol aquecendo meu corpo, rompendo a geleira do meu coração
Sem perceber o tempo que passa, permaneço na leveza de ser, sentindo um turbilhão de emoções avassaladoras invadindo minha alma
sentada nas asas da saudade, esperando a felicidade que está chegando de mansinho, trazida com carinho por alguém que me quer bem.


Margem

A margem da vida está escondida , no escuro do mundo
Tento encontrar um sinal de qual margem devo caminhar
A primeira margem?
A segunda margem?
Não, em meu coração procuro a saída
Encontrada uma vez na vida
Uma terceira margem
Essa que faço só minha, que ando sozinha
A terceira margem , imaginaria, linda
Acompanha a rota do rio que feliz corre e Transcorre , em sua mansidão, desviando de seus transtornos
A terceira margem que tem depois de um dia chuvoso um lindo arco iris para abrilhantar
Que traz ensimesmada , guardada dentro de seu mundo encantado, o amor
A primeira margem nada oferece a não ser as mesmices do cotidiano
A segunda apenas desilusões e enganos
A terceira margem faço como quiser
Meu sol brilha mais que nas outras, minha lua é encantada, meus caminhos são floridos, meu céu tem mais estrelas
Posso navegar no mar em meu barco, sem naufragar
Posso mergulhar no profundo do meu ser sem me assustar com as tristezas e desilusões encontradas
Posso ficar apenas sentada à minha margem, sonhando acordada.

QUANDO O CORAÇÃO NÃO MAIS AGUENTA

As lágrimas escorrem em abundância pelos olhos e a alma fica entristecida encolhida a um canto sem esboçar reação.
Lágrimas que caem tentando amenizar a dor de um coração maltratado, que sangrando não consegue desvencilhar-se das angústias que o fazem sofrer.
Quando o coração não mais aguenta, o corpo tenta enfrentar mesmo com os olhos.
Sem brilho. O sorriso amarelo vem para esconder o desespero que a alma carrega na
Solidão profunda do ser.
Estou a vagar pela imensidão escura, à procura de uma luz para escapar desse lamentoso estado de inércia que impede a volta à vida.
Aqui neste canto escurão esquecida a alma, me pego tentando encontrar a saída para o coração alegrar.
Voltar a sonhar com o amor, sorrir com o raiar do sol, olhar o céu estrelado e sentir a paz dentro da alma.
Quando o coração não mais aguenta as lágrimas explodem para abrandar, e assim fico esperando o sol voltar a brilhar.


A procura

Estou vagando nos bosques , vales, e montanhas
Procurando as belezas desse mundo quase destruído
Procuro olhando atentamente para ver o que está escondido
Caminho devagar, sentido a brisa leve a soprar
Deixo o sol aquecer meu corpo, e meu coração
Procuro um amor, que não sei como encontrar
Amor de verdade, sem mentira ou falsidade
Amor que dure, perfure a crosta endurecida do coração, que venha e não vai embora
Procuro na natureza com suas belezas esse amor faceiro, alegre e verdadeiro
Procuro a paz , o sorriso farto, a meninice que se faz escondida dentro do ser
Procuro a alma limpa, que é capaz de curar as dores dos dissabores deixados
Procuro a face amiga, as cores do arco iris, o céu estrelado, a lua magnífica
Procuro nas árvores, nos pássaros, na infinita beleza que vem do âmago
Procuro meu amor, que vai comigo estar até o infinito, que será meu abrigo, meu amigo
Procuro um amor, que não sei como encontrar


Ao som do violino
(Re) Vivi momentos únicos, mágicos
Lembranças intocáveis, que guardo no fundo da minha alma
Lembrei-me de tempos passados, conversas, festas
Dancei em um silêncio profundo no meu ser
Bailei a cada nota, calmamente, como se estivesse flutuando
Fechei meus olhos, e com desejo intenso senti seu toque suave, senti seu cheiro de banho
Senti seus lábios nos meus, e pude ver o lindo olhar, o qual me apaixonei
Ao som do violino, que adentrava em meu ser
(Re) Vivi toda a história que um dia existiu, e com os olhos marejados, a face rubra, os lábios trêmulos, deixei - me ficar ouvindo a música
E vivendo cada nota, cada estrofe
Ao som do violino voltei a viver você.