Cadeira 19 - Maroel Bispo


Maroel da Silva Bispo, que assina como Maroel Bispo é poeta e escritor, nascido em 29/11/65, na cidade de Feira de Santana-BA, filho de Marcílio Bispo e de Damiana da Silva Bispo.

Apaixonado pela família, é casado com Natali e pai de Júlia Raquel, de 26 anos e Jonh Natã, 23.

Desde criança, gosta muito de ler e a partir da adolescência começou a escrever poesias.

Bacharel em Teologia pelo Seminário Teológico Batista do Nordeste, foi ordenado pastor batista no ano de 2003 e pastoreia a Igreja Batista da Família, em Feira de Santana-BA. Em 2012, licenciou-se em Letras pela Faculdade de Tecnologia e Ciências e atualmente cursa Psicologia na Universidade Estadual de Feira de Santana-BA

Tem um gosto especial pelos poemas de Clarice Lispector, por seu estilo intimista, sendo uma das mais aclamadas poetisas modernistas brasileiras.

Admira também Augusto dos Anjos, que tinha em seus poemas aspectos ligados ao parnasianismo e ao simbolismo, sendo também conhecido como "O poeta da morte".

É coautor do livro A cidade dos meus Sonhos.

Obteve em 2015 o 4º lugar no 1º Concurso Municipal de Poesias de Feira de Santana-BA.

Foi selecionado para publicar seus textos poéticos em duas coletâneas, sendo uma organizada pela Prefeitura Municipal de Feira de Santana, em 2015 e outra pela Universidade Estadual de Feira de Santana, em 2016.

Teve seus textos selecionados para diversas antologias pelo Brasil afora, como na Revista Litera Livre e Revista Conciliação.

Já teve poemas selecionados e publicados no Jornal Fuxico, periódico cultural e literário editado pelo Núcleo de Investigações Transdisciplinares, vinculado ao Departamento de Educação da UEFS.

Foi organizador do 1º Concurso de Poesias Poeta Adauto Borges, de âmbito nacional, em 2016, com mais de 260 poetas inscritos, de várias partes do Brasil, além de países como Portugal e Itália. Esse evento foi realizado através da Divisão Cultural da Associação Batista de Ação Social, da qual é o atual presidente.

É também, o editor-chefe da Revista Literária Inversos, periódico digital online voltado para a cultura e a literatura em geral.



Poesia: Mãe graciosa

Mãe que ama seus filhos,
Aquela imagem que sorri e abraça
Mãe é sinônimo de vida,
De luz, que cuida do filho com graça
Não obstante seu esforço na lida,
É sim, dedicada, tão pura
Luta muito, se esforça,
E jamais, perde a sua candura
Mãe que ama,
Seu jeito fala de vida e de amores
Retrato do verso escrito
Que encanta e desperta valores


Poesia: O que fiz?

Meu destino é repleto de pelejas
Só aguardo em silêncio o finamento
Filosofei sobre o que vi, sobre o que fiz
Na minha curta e doce vida

Única forma de ver e sentir as coisas
Construí novas palavras diante
dos novos tempos

Fiz das letras o meu pão e
da arte minha lida
Passeei no espaço livre da discussão
e me enterneci

Comovi-me com a dor humana e
gritei por socorro
Nasci não para viver só
na ilha da solidão

Persegui com clareza na mente
o real sentido da vida
Inquiri a alguém: Vale a pena ser assim?

Argui a outro: O que é a vida?
Pulsações da liberdade me rodearam
Um ensejo de ensimesmar-se
para não ensandecer
E não cair na pantofobia
por causa do existir
Esta é a odisseia
que aguça o meu devir



Poesia: Meu pai

Pai, um jeito amigo de chamar quem amo
Tamanha a saudade que à noite te chamo
Pai, um homem simples, porém sincero
Em meio às lágrimas eu digo: te quero

Pai, um nome doce com sabor de mel
Sinto muita a sua falta, um dia o verei no céu
Oh Deus! Me ajude e conforte! É a minha oração
Perdi meu pai pra Ti, mas o guardo no coração

(Dedicada com muito amor, a Marcílio Bispo, meu pai, "in memorian")


Olhar do mal

O olhar do mal que vejo
no outro é assim:
A maldade habita nele,
A bondade somente em mim.
A dualidade que perpassa o sujeito,
Permite o mal e o bem.
Não sou alma perfeita,
O mal me toma também.


Poema: Quem é ele?

Ele é o poema esquecido
No fundo da gaveta.
Ele é a página em branco,
Do livro nunca lido.
Do mundo faz um copo de náuseas, cambaleante.
Ele é a sombra cuja face
Denuncia a tormenta.
O cenário decomposto
Da arte não lembrada.
Da vida faz um sobressalto e do verso, palavra insubmissa.
Ele pinta de colorido o mar cinza,
Atraindo os pássaros.
Não silencia nunca,
E reinventa a melodia.
Do porvir faz uma canção e se lança, sem receios