Cadeira 45 - Ana Lúcia Mendes Dos Santos Sampaio ( Fênnix Ana)


Ana Lúcia Mendes dos Santos Sampaio nasceu em São Luís do Maranhão . E professora graduada em Pedagogia e pós graduada em Linguística Aplicada a Língua e a Literatura. Psicopedagoga, Palestrante, ministra cursos para formação de professores, bem como desenvolve projetos de leitura para o público infantil. Autora do livro A BORBOLETA FURTA COR editado em 2014 pela editora GREGÓRY de São Paulo. Especializada em atendimento educacional especializado tendo desenvolvido projetos de inclusão para crianças autistas nas escolas. Usa o pseudônimo de Clara Fênix ou Fênnix Ana. Acha-se uma mulher intensa em tudo o que faz. Luta pelo que acredita em faz das suas derrotas uma motivação para recomeçar.


POR QUE ME JULGAS?

Não me julgue pelo que escrevo

Agir assim é tolice

Imaturidade poética

Não me julgue pelo que escrevo

Posso versar um velório

Mesmo estando com a alma em festa

Isso não tem nada com ser dissimulada

Apenas o poeta abriga em si inúmeras vozes

Ora, ora recordemos aqui

Fernando Pessoa abrigava em si...

Pessoas!

E, esta pluralidade...

O individualizaram

Por que me julgas através dos meus versos?

Tentando mapear meu reverso

E decifrar minha identidade?

Saber se sou santa ou profana

Se, sou carente ou leviana?

Oh, não me julgue pelo que escrevo

E eu não te julgarei pela tua ilusão

Em querer ser juiz perfeito

Neste teu inquérito contradição

Por que me julgas?

Por quem me tomas?

A ti não devo nenhuma confissão

Entenda...

Os meus segredos eu só revelo

Para aquele que reina em meu peito

O meu amado eleito

Que me ama com toda a minha imperfeição.


Acordei nesta manhã, com o som dos passarinhos que avisavam que meu pônei Ternurinha já estava chegando, das lindas terras da fantasia.Minha filha sorrindo apontava pela janela ,dizendo que ele se aproximava, flutuando em nuvens de algodão doce.A crina balançava ao vento espalhando o cheiro de masrshmallow. chocolate branco e caramelo...pipoquinhas que estalavam em pontinhos de luz.Ternurinha trazia consigo, borboletas de todas as cores, abelhas e colibris, que lembravam a doce arte do confeiteiro.do universo.Vendo a euforia da minha menina, por um momento esqueci da nossa desafiadora jornada.Num abraço gostoso nos tornamos cúmplice daquela fantasia.Esqueci meus medos e manias.Fui pincelando em minha retina os tons da minha infância querida:O arco-íris se fez , nosso majestoso trono. por onde eu me tornei por um momento rainha, ao lado da minha fadinha, que sorrindo apenas pedia bis!Ternurinha voltou para as terras da fantasia ,mas ,deixou um rastro de esperança.Flores perfumadas de amor e carinho decorando o estreito caminho...nosso doce incentivo para continuar! ANA LUCIA MENDES DOS SANTOS SAMPAIO-CLARA FÊNIX


Quando uma mulher
Descobre sua força
Sua fragilidade aparente torna-se muralha
Quando uma mulher
Compreende a força das suas entranhas
Não se deixa iludir por artimanhas
Quando uma mulher
Descobre o seu valor
Deixa de ser objeto
Na vida diz não ao tédio
Seu sorriso é antídoto para o desdém..
Da sua vida é senhora
No palco do amor não espera aplausos
Pois, também é plateia do seu próprio espetáculo
....
É... no amor não vive de migalhas
Nem pede atenção feito esmolas
Quando uma mulher
Tem de sua força plena consciência
Não se limita as aparências
Sorridente vive a essência
Dos momentos fugazes que se eternizam
Quando uma mulher
Compreende suas ânsias
É intensa em tudo que faz
Na vida não teme negativas
Cruzada de pernas é sua ofensiva
Para aqueles que tentam
O seu eu violar
Mas, se acaso...
Um amor sincero o seu coração adentra
Em nada se deixar resistir
Autêntica
Desfaz as suas muralhas
Rende-se senhora
Daquilo que crê
Autêntica
Com críticas não se preocupa
Pois é senhora absoluta
Das suas vontades enfim!

ANA LUCIA MENDES DOS SANTOS SAMPAIO
CLARA FÊNIX


NO CALOR DO TEU ABRAÇO

No calor do teu abraço
Venço meus medos
Esqueço da vida, o cansaço

No calor do teu abraço
Acalmo as minhas tempestades
Durmo na brisa da felicidade!

O tempo para...a vida segue!
Momento mágico: somos dois em um

Ana Lucia Mendes


BARQUINHO DA SAUDADE

Um,barquinho de papel
Assim solto no mar
Saudades a navegar
Nesta ausência de ti