Cadeira 50 - Maria Angélica de Oliveira


Maria Angélica de Oliveira, é natural de São José dos Campos/SP mas vivenciou sua infância e adolescência em Minas Gerais, onde reside hoje com seus 4 filhos Juliana, Gabriel, Vítor e Artur. Formada em Pedagogia e Técnico em Enfermagem, hoje integra a equipe de Gestores da Casa dos Poetas e da Poesia/CPP; ocupa a Cadeira 50 - Patrono: Catulo da Paixão Cearense da Academia Mundial de Cultura e Literatura/AMCL onde atua como Secretária Geral; Membro Efetivo Da Confraria Cultural Brasil - Portugal; atua como Administradora nas Páginas Alma de Poetisa e Caldeirão de Artes & Encantos Culturais , Artes & Estripulias na Educação Mundial, Amor em Cuidar, Amor em Cuidar -PET; atua como Cronista semanal na Página Liga dos 7 . Grande apreciadora da Literatura Brasileira com todas as suas nuances e diversidades e também Literaturas Estrangeiras como romances e livros de cunho investigativo como Agatha Christie.












Afagos na alma

Ao fechar os olhos sinto e imagino
A carícia de suas doces palavras
A transportar-me, num mágico encanto...
Puros devaneios, leves sutilezas...

Teu olhar é profundo e sereno
Qual lago em noite de luar
Arrepios a percorrer o corpo teso
Ao sentir teu toque, faz-me suspirar

Imagino teu sorriso afagando minh'alma
A inebriar-me de paz e serena calma
Em teus braços, acalanto e aconchego...

A imaginação transporta-me aos céus
Tira-me o pranto, arranca-me os véus
Delírios de prazer e êxtase pleno...

Maria Angélica de Oliveira - 29/12/16









Rabiscos insones...

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Minha mente viaja através dos tempos

A buscar-te por entre lembranças íntimas

Tenta encontrar a lucidez nos doces momentos.

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As estrelas são testemunhas de meus lamentos.

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A brisa leve é doce alento, beijo suave de nostalgia.

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Fico a vagar por entre as flores do jardim

Sob a luz da lua, meu coração jaz em agonia

Rabisco estes versos em noite de insônia.

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Maria Angélica de Oliveira 04/02/2017


Apagão...

Chuva forte se armando, ventania sem parar!!
Relâmpagos cortando o céu, trovões a ecoar!!
É sinal de que a qualquer hora, sem avisar,
A luz, tão preciosa, logo, logo acabará...

E não é que acabou...!!! A tempestade começou!!!
A ventania aumentou e as árvores balançou!!!
Os fios não aguentaram e arrebentou!!
E a luz?? Ah! Essa se foi e só Deus sabe quando voltou...

Mas foi aí que, no escuro, a criançada apavorou...
E a gritaria foi geral, corre-corre começou...
Não estão acostumados ao escuro enfrentar
E sem tecnologia, então... o caos se instalou... rsrsrsrs

Mas, com carinho e atenção, acalmamos o coração
E todos, agora sem distração, parados estão...
E então aí é que começa a diversão...
Descobrem logo, logo como tirar proveito do apagão...

Se reúnem ao redor da mesa, velas à iluminar
Os rostinhos assustados que estão a escutar
Histórias e causos passados, de um tempo lá de trás
Onde não havia luz elétrica , nem TV, nem celular
E o povo se reunia pra brincar e prosear....

Sombras na parede, café fresco no coador,
Mesa farta de quitutes, bolos, biscoitos e amor
Risadas soltas no ar, sonhos passados a ecoar...

Nas palavras doces da vovó que esta a contar
Alegrias de um tempo vivido, onde o importante
Era conviver, brincar, conversar e amar...

E assim foram se passando as horas,
O soninho não demorou a se apresentar
Tranquilos e serenos estão agora...
E, no semblante calmo do sono,
O sorriso de uma noite de aventuras
Que só um apagão pode proporcionar...

Maria Angélica de Oliveira - 04/03/16
In CPP//AMCL