Cadeira 53 - Rumi // Fernando Carim-Poeta Mulçumano


Mawlānā Jalāl-ad-Dīn Muhammad Rūmī (مولانا جلال الدین محمد رومی), também conhecido como Mawlānā Jalāl-ad-Dīn Muhammad Balkhī (محمد بلخى), ou ainda apenas Rumiou Mevlana, (30 de setembro de 1207 - 17 de dezembro de 1273), foi um poeta, jurista e teólogo sufi persa do século XIII. Seu nome significa literalmente "Majestade da Religião"; Jalal significa "majestade" e Din significa "religião". Rumi é, também, um nome descritivo cujo significado é "o romano", pois ele viveu grande parte da sua vida na Anatólia, que era parte do Império Bizantino dois séculos antes.

Ele nasceu na então província persa de Balkh atualmente no Afeganistão. A região estava, nessa época, sob a esfera de influência da região de Coração e era parte do Império Corásmio.

Ele viveu a maior parte de sua vida sob o Sultanato de Rum, no que é hoje a Turquia, onde produziu a maior parte de seus trabalhos e morreu em 1273 CE. Foi enterrado em Konya e seu túmulo tornou-se um lugar de peregrinação. Após sua morte, seus seguidores e seu filho Sultan Walad fundaram a Ordem Sufi Mawlawīyah, também conhecida como ordem dos dervishes girantes, famosos por sua dança sufi conhecida como cerimônia sema.

Os trabalhos de Rumi foram escritos em novo persa. Uma renascença literária persa (século VIII/IX) começou nas regiões de Sistão, Coração e Transoxiana e por volta do século X/XI, ela substituiu o árabe como língua literária e cultural no mundo islâmico persa. Embora os trabalhos de Rumi houvessem sido escritos em persa, a importância de Rumi transcendeu fronteiras étnicas e nacionais. Seus trabalhos originais são extensamente lidos em sua língua original em toda a região de fala persa. Traduções de seus trabalhos são bastante populares no sul da Ásia, em turco, árabe e nos países ocidentais. Sua poesia também tem influenciado a literatura persa bem como a literatura em urdu, bengali, árabe e turco. Seus poemas foram extensivamente traduzidos em várias das línguas do mundo e transpostos em vários formatos; A BBC o descreveu como o "poeta mais popular na América".



"O homem de Deus permanece bêbado sem vinho, O homem de Deus esta saciado sem alimento. O homem de Deus esta distraído e confuso, O homem de Deus esta faminto e fatigado. O homem de Deus é um rei em trajes de mendigo, O homem de Deus é um tesouro numa ruina. O homem de Deus não é nem ar nem terra, O homem de Deus não é fogo nem água. O homem de Deus é um vasto oceano, O homem de Deus faz chover perolas num dia claro. O homem de Deus tem incontáveis luas e céus, O homem de Deus tem inumeráveis sóis. O homem de Deus extrai sabedoria da verdade, O homem de Deus aprende sem livros. O homem de Deus está além da descrença e da religião, O homem de Deus, certo ou errado, é o mesmo. O homem de Deus escapou do não-ser, O homem de Deus é esperado em glória. Selvagem, o homem de Deus esta escondido, Procura o homem de Deus em toda parte!" (Mevlana Rûmî)