Cadeira 63 - Mariinha Mota // Sílvia Mota


Maria Augusta Beraldo Leite Mota 
Pseudônimo: Mariinha Mota 
Nascimento: 18 de fevereiro de 1931 Morte: 26 de janeiro de 2011 
Naturalidade: Piquete - São Paulo - Brasil 
https://marinhamotapoeta.blogspot.com Curriculum Vitae et Studiorum: https://www.recantodasletras.com.br/biografias/5747536 Vida de Mariinha Mota: https://www.mauxhomepage.net/.../suagen.../gente_mariinhamota.htm

Alma sensível, espírito de luz, Maria Augusta Beraldo Leite Mota nasceu em Piquete no dia 18-02-1930, filha do Sr. Horácio Pereira Leite e Dona Maria de Lourdes Beraldo Leite. Casada com o professor e musicista Geraldo Sílvia Mota, teve o lar enriquecido com seis filhos e vários netos. Mulher de fibra, Mariinha é uma das maiores representantes femininas piquetenses no campo cultural. Professora, ajudou na educação de muitas crianças e jovens. Poetisa, trovadora, declamadora e ensaísta, sempre se dedicou com entusiasmo e lucidez ao ofício de escritor. Desde menina mostrou pendor para a oratória. Fez da palavra instrumento para expressar sua sensibilidade e reflexões diante do espetáculo da vida. Ainda criança, em 1939, saudou o Presidente da República Getúlio Vargas, quando de sua visita à Fábrica de Pólvora de Piquete. Sempre trabalhou em prol dos necessitados e em obras assistenciais. Foi uma das fundadoras da Rede Feminina de Combate ao Câncer e da Lira da Juventude Piquetense.

É detentora de grande número de prêmios em poesia e prosa, nacionais e internacionais. Foi eleita pela revista belga "Poemas" para o seu "Tableau D'Honneur - 1982", como uma das seis intelectuais brasileiras de maior renome internacional. Publicou diversas obras, muitos trabalhos traduzidos para o francês, inglês, espanhol e grego. São composições de sua lavra: Ascese (sonetos), Ascetério (poemas), Acendalhas (poesias infantis), Vida Afora (trovas), Per Viam Vitae (trovas), Três Artistas Baipendianos (biografias), Res Non Verba (crônicas), Filipe II e sua História (romance) e Bárbara Heliodora e a Inconfidência (estudo histórico).

Figura nas seguintes antologias: 
Trovadores do Vale, Crônicas de Barra Mansa, Poetas Valeparaibanos, 
Roteiro Biobibliográfico da Poesia Feminina no Brasil, 
Anuário de Coletânea de Trovas Brasileiras - 1978 e 1979, 
Poetas do Brasil - 1977, 1978 e 1979, 
A Trova no Brasil, 
Escritores do Brasil - 1978 e 1979, 
Coletânea de Contos e Poesia e Dicionário Conciso de Autores Brasileiros.

Pertence a diversas associações culturais: 
Academia de Letras do Vale do Paraíba, cadeira número 27, patronímica de José de Anchieta; 
Academia de Letras de Uruguaiana, Academia Internacional de Letras "Três Fronteiras" (Brasil, Argentina e Uruguai), 
Academia de Letras da Fronteira Sudoeste do Rio Grande do Sul, Academia de Trovadores da Fronteira Sudoeste do Rio Grande do Sul, 
Associação Uruguaianense de Escritores e Editores, 
Academia Internacional de Heráldica e Genealogia, 
Academia Internacional de Ciências Humanísticas
Instituto Histórico e Geográfico de Uruguaiana.

Detentora das seguintes láureas: 
onze medalhas de ouro e prata e inúmeros diplomas conquistados em concursos de declamação no Vale do Paraíba e Sul de Minas, diploma de Honra ao Mérito do Instituto Histórico e Geográfico de Uruguaiana, diploma e medalha "Mérito Cultural - 1978" da Federação de Academias do Sul do País, diploma e medalha "Mérito Cultural - 1979", da Academia de Trovadores da Fronteira Sudoeste do Rio Grande do Sul e Troféu Evangelina Cavalcanti - Recife, Pernambuco.






SISTE, VIATOR!

Tu que trazes o peito atormentado e aflito
nas vascas da agonia infinda e lacerante,
ergue os olhos cansados, fitando o Infinito
e pensa, companheiro, medita um instante...

Busca o fulgor de Deus na abóbada estrelada.
Ouvirás em tua alma um sussurro: "Espera,
não olvides servir aos que te seguem a estrada
ainda mesmo que a dor te açoite qual megera."

Então, todo o teu ser, em prece, comovido,
bendize a doce paz, o bem usufruído
mostrando ao Pai de Amor a tua gratidão.

Sentindo que não estás sozinho na jornada,
segue, após, distribuindo a célica alvorada
que, afinal, despertou esse teu coração.

Mariinha Mota