Cadeira 68 - Kalil Guimarães


Em construção




AMOR À HUMANIDADE

Sofro...
meu coração se agita
com os desenganos
da humanidade
na minha alma
todos os sentidos
são atingidos

o pensamento dói
o desconforto invade meu corpo
fico só com os desenganos
a desgraça da humanidade
atinge a minha consciência

caminho...
conto pedras na estrada
me questiono
meu peito brada
a angústia me toma
parece um verme letal
invadindo-me

a morte ameaça
o mundo faminto
dos miseráveis
meus sentimentos declinam
vejo-me um pó podre e vil

apelo à natureza
que me extasia os olhos
para extirpar os monstros
do meu coração
que me açoitam a alma
sinto-me uma besta
agredida pelo horror da crueldade

Senhor abra os braços
a esses esqueletos humanos
que perambulam
num bater de ossos
antes que os cânticos fúnebres
da morte
toquem suas matracas
e arrebatem todos
para as valas comuns
dos que não resistiram

eu tentarei enunciar
a poesia dos desenganados
e em lágrimas escrever
a minha dor e o amor
à humanidade.


NÃO SEI...

Por que escrevo?
o que me leva
a escrever?
o que são
meus poemas?
o que farei
com tantos poemas?
guardá-los nas gavetas ou
em uma pasta do notebook
e esquecê-los?

Mas como
se eles
estão dentro de mim
e me acompanham
a cada passo?

Eles são tantos
na minha cabeça
que atropelam
meus pensamentos
quero parar
não posso
confundo as ideias
será que
sou compelida
pelo amor?
mas que tipo
de amor?
amor tem tipo
ou é só amor?

Não se define amor
já tentei
até escrevi um poema
não encontrei resposta
então comecei amar
tudo
todos
e ele
muito mais

Conclusão
por ser sublime
só a um anjo
do Senhor
foi dado o poder
dessa invenção
Cupido
um anjinho
que com seu arco e flecha
nos encanta...
sangrando os corações
faz do amor
a dor que não se sente
a alegria que é triste
a saudade que chora...

Não sei...
mas amo!


NOITE

A cena é um musical
o bandolim
em toque apaixonado
encanta na magia
de envolver na dolência
de suas cordas
o som que
são as palavras sonoras
do amor
que tocam os corações
apaixonados.

Quantos amores adormecidos
despertam
num olhar
num gesto
num sorriso suave...

Momentos sutis
aproximam
olhares insistentes
mãos se enlaçam
rostos se acariciam
o coração ardente
pede um abraço
que una os corpos
um beijo que evolua
ao tocar suave os lábios
até a exaustão
e num beijo prolongado
abrasador
que atinja o musical do amor
amantes se tornem
na noite.

O dia raia
o repertório musical
se finda
ceifando o amor
instantâneo
da noite.


NOSTALGIA

Saudade...
controle do outrora
que exerce a realidade
numa imprevisibilidade
que veio para ficar
calada nos sentimentos

beneficia com clareza
no panorama do tempo
as incertezas de atitudes
e assume com orgulho
a necessidade de acolhe-las
com cuidado para não ferir
o encanto

realiza os desejos
que eventualmente
numa ficção do passado
assume
com alegria e sorrisos

compatibiliza
situações incontáveis
compreendendo as necessidades
que com ardor e frenesi
tenta controlar
cada momento
e com mistério
faz emergir
do silêncio que chora
marcas indeléveis
ferindo o coração
que fala calado
sorrir chorando
ama sozinho
tem desejos contidos
e esquece lembrando.




NOSTALGIA

Saudade...
controle do outrora
que exerce a realidade
numa imprevisibilidade
que veio para ficar
calada nos sentimentos

beneficia com clareza
no panorama do tempo
as incertezas de atitudes
e assume com orgulho
a necessidade de acolhe-las
com cuidado para não ferir
o encanto

realiza os desejos
que eventualmente
numa ficção do passado
assume
com alegria e sorrisos

compatibiliza
situações incontáveis
compreendendo as necessidades
que com ardor e frenesi
tenta controlar
cada momento
e com mistério
faz emergir
do silêncio que chora
marcas indeléveis
ferindo o coração
que fala calado
sorrir chorando
ama sozinho
tem desejos contidos
e esquece lembrando.



NÃO SEI...

Por que escrevo?
o que me leva
a escrever?
o que são
meus poemas?
o que farei
com tantos poemas?
guardá-los nas gavetas ou
em uma pasta do notebook
e esquecê-los?

Mas como
se eles
estão dentro de mim
e me acompanham
a cada passo?

Eles são tantos
na minha cabeça
que atropelam
meus pensamentos
quero parar
não posso
confundo as ideias
será que
sou compelida
pelo amor?
mas que tipo
de amor?
amor tem tipo
ou é só amor?

Não se define amor
já tentei
até escrevi um poema
não encontrei resposta
então comecei amar
tudo
todos
e ele
muito mais

Conclusão
por ser sublime
só a um anjo
do Senhor
foi dado o poder
dessa invenção
Cupido
um anjinho
que com seu arco e flecha
nos encanta...
sangrando os corações
faz do amor
a dor que não se sente
a alegria que é triste
a saudade que chora...

Não sei...
mas amo!


AMOR À HUMANIDADE

Sofro...
meu coração se agita
com os desenganos
da humanidade
na minha alma
todos os sentidos
são atingidos

o pensamento dói
o desconforto invade meu corpo
fico só com os desenganos
a desgraça da humanidade
atinge a minha consciência

caminho...
conto pedras na estrada
me questiono
meu peito brada
a angústia me toma
parece um verme letal
invadindo-me

a morte ameaça
o mundo faminto
dos miseráveis
meus sentimentos declinam
vejo-me um pó podre e vil

apelo à natureza
que me extasia os olhos
para extirpar os monstros
do meu coração
que me açoitam a alma
sinto-me uma besta
agredida pelo horror da crueldade

Senhor abra os braços
a esses esqueletos humanos
que perambulam
num bater de ossos
antes que os cânticos fúnebres
da morte
toquem suas matracas
e arrebatem todos
para as valas comuns
dos que não resistiram

eu tentarei enunciar
a poesia dos desenganados
e em lágrimas escrever
a minha dor e o amor
à humanidade.