Cadeira 97 - Cida Rocha


Maria Aparecida Rocha da Costa - Maranhense. Divorciada, aposentada, escritora, poetisa. Sua curiosidade pela leitura e escrita surgiu quando ainda era criança,sua mãe tinha o habito de ler contos e historias para ela e dois irmãos menores. Começou a escrever ainda bem cedo sendo que nunca deu importância a tais escritas, mas passou a se dedicar ao habito da leitura. Sua primeira experiência como escritora aconteceu em dezembro de 2016 onde foi convidada a participar de uma antologia poética com mais 11 escritores "Cantos das cidades" Ética editora. Livro a ser lançado ("Lenços de retalhos") Poesias já é uma realidade.o mesmo terá 100 poesias todas escrita em minha cama. Creio que a escrita liberta nossas emoções e afaga as nossas dores. A leitura é o exercício da alma e o alicerce para o conhecimento. Pensa que através de sua rimas, possa está convidando o leitor a fazer uma reflexão já que a maioria de minhas poesias são temáticas,abordando temas do nosso cotidiano.



Alforria.
Em busca de meu destino
Mergulhei-me na fantasia
De ver a desordem sanada
Em um mundo de harmonia
O homem em busca de paz
Descobre a alegria
As raças se misturas
Em forma de alegorias
As religiões já não mais impõe
Mostrando sua revelia
E a fome será descipada
Nos dias de hoje em dia
O desvalido se alimenta
E já não existe barriga vazia
A sociedade esta entretida
No meio de sua orgia
Por um momento me sinto livre
Dos consumos de hoje em dia
Então vou comemorar
Meus momentos de alforrias
E ditar minhas próprias regras
Nesse mundo de histerias
Quero ver todos sorrindo
Contemplando a alegria.


Procuro-te.
As águas do mar revolto
Banharam meus pensamentos
Minhas lagrimas se dissipam na areia
Lavando minhas partes, da inocência
Nas brechas escondidas das rochas
Escondo as minhas tormentas
Vou procurando atalhos
Nas trilhas em minha frente
Pra ver se encontro de volta
As folhas levadas ao vento
Que roubaram meu encanto de vida
Tirando-me a paciência
De ter meu amor de volta
Dos berços da inconseqüência
Fiquei vagando em becos escuro
Buscando encontrar o eu
Da minha própria existência
Que me fez cair em tropeços
Perdida na minha própria essência
Preciso do teu amor
Morando em meus pensamentos
Para amenizar a dor
Que sofro com paciência
Quando te encontrar de volta
Te amarei eternamente.


Pecados.
Meus segredos revelados,descobriram meus pecados
Mostrando as partes podres,que estavam bem guardadas
Fiquei muito constrangida,de expor o meu passado
Agora todos me apontam,me vejo pra todo lado
Vou me enchendo de culpa,sem saber o que eu faço
Pra merecer o perdão do peso que me arrasta
Vou fazer uma promessa e redimir meus pecados
Pode ser que depois disso,vou juntando meus pedaços
Botar em pratica o amor,que vejo em cada detalhe
Pedindo perdão pra Deus,esperando que me ampare
Pra não haver julgamento das coisas que fís de errado

Direitos reservados.Cida Rocha.


Amor ao próximo.
Quem tem pouco ou quase nada,é bom cuidar do que é seu
Pois não vou ajudar ninguém,com aquilo que conquistei
Eu luto com um monstro terrível,do ego que me envolveu
Se tens um problema na vida,te cuida que o problema é teu
Vou cuidar da minha vida e tudo que o dinheiro me deu
O próximo tem que aprender,a não contar com ninguém
Pois o povo não tem dinheiro,pra ser gasto com outrem
Muito menos tempo de sobra.pra visitar um aluguém
O mandamento do amor ao próximo,nunca vai se exercer
Pra isso se gasta tempo,mais o irmão nunca vai ter
Cada um vive a seu modo,buscando seu bel prazer
Sua ganância não enche,sua medida de ter
E o amor vai se esfriando,montado no seu poder
E quanto mais ele ganha,mais aumenta o seu querer
E o próximo fica jogado sem ter nem o que comer.

Direitos reservados.Cida Rocha.


Abutres.
Os abutre de armas em punho,saqueiam direitos e sonhos
Daqueles que buscam seus ganhos
E vivem presos em seus leitos de sono
Cercados em selas tristonhas

Seus direitos cassados se tornam
Em moeda de pura barganhar,o capitalismo selvagem
Consome,seus direitos escondidos em tronos
Que de cara lavada destrói,a vida do homem

O poder e um patife barato,os porões cheios de ratos
Roendo as tuas entranhas
Deixando o homem pobre e podre
Jogado e esparramado na lama

Só quem ganha essa triste façanha
E aquele que tem a chave na mão
Que sonega o direito de um inocente
Que chora por falta de pão.

Direitos reservados.Cida Rocha.


Aurora.
A aurora vai saindo
E o sol vem a despertar
Seus raios entra na janela
Pra meu rosto acariciar
Com um afago de amor
Tentando me acordar
É a coisa mais gostosa
Que posso experimentar
Fico rolando na cama
Sem querer me levantar
Tomo o café ali mesmo
Pois não consigo andar
Enquanto isso o sol se expande
Para a terra alimentar
E todos os seres viventes
Poderem lhe contemplar
Pois ele brilha pra todos
Independente do lugar
É a dadiva mais perfeita
Que Deus poderia nos dá
Não há trevas que perdure
Com o brilho do seu olhar
Ô Deus eu te agradeço
Pelos dias que me dá. 


Meu pranto.

Nas margens de um rio morto
O meu pranto derramei
Esperando brotar da terra
As águas que um dia banhei
As lagrimas se consomem
Pois as plantas daqui morreram
Sedentas por falta d'água
Que o homem toda bebeu
Pra matar a sede e a ganância
Em seu leito adormeceu
Guardando no bolço a riqueza
Que Deus um dia nos deu
A água que matava a sede
Em poeira se converteu
E o alimento que era de graça
Coloca na mesa o prato
Que sem comida encareceu
O pai vé o filho chorando
Sem a vida que prometeu
Meus pés vão deichando rastro
Nas margens por onde andei
Lembrando dos tempos de ouro
Das águas que um dia eu nadei


A magia da escrita.
Vou enfeitar minha caneta
Com letras feitas de tinta
Procurar papel de seda
Pra fazer os meus escritos
Estraíndo os conceitos
Talvez mude seus estilos
Se são versos ou soneto
Pouco muda seu sentido
É lindo vê surgindo
A magia da escrita
Que se abriga nos papeis
Maquiando com as tintas
Pode estar no revisteiros
Ou na banca da esquina
No bulario de remédio
Ou na rima manuscrita
Quando as letras se mistura
As palavras me fascina
Dando sentido as coisas
Que vão saindo de mim
Pode ser um lindo poema
Ou a caneta se divertindo. 


Ausência.Cida Rocha
Ausência é o vazio
Daquilo que não se tem
Pode ser de qualquer coisa
Que nos lembre de alguém
Pode ser um papo gostoso
Ou um abraço apertado
As musicas que se ouvia
Ou o perfume que usava
São coizinhas tão pequenas
Que nos deixa atordoado
Faz você sair do tempo
E voltar lá no passado
Remexendo nos baús
Das coisas que estão guardadas
As cartas que eu juntei
Dos namoros complicados
Aprendi com os poemas
Preencher esses vazios
Que faz brotar do meu ser
Meus sorrisos de alegria
Hoje ausência pra mim
Não passa de fantasia
E meu estilo de vida
É viver com alegria.

Direitos reservados.


Corte maldita.

Da corte maldita do homem
Saiu a nossa sentença
De conter as dores sentidas
Sem falar aquilo que pensa
Sugando o sangue das veias
De todo esse povo inocente
O grito da tal liberdade
Ecoa de nossas entranhas
Deixando a marca no peito
As dores da triste fassanha
Deixando encharcado o leito
Das lagrimas que dele derrama
A esperança escorre no ralo
Do esgoto fedido de lama
E os chacais dividem os lucros
Daquele que chora o pão
As noites se perdem em claro
Pois a tempos perdera o sono
De ver a desordem sentada
Ocupando lugar no seu trono
Usando a coroa de ouro
Que outrora servia de honra

Direitos reservados.


Sozinha.
Cansada de está sozinha
Escrevo meus versos em rimas
Lembrando dos momentos lindos
Quando tinha os teus carinhos
Os beijos de tua boca
Me deixava em desalinho
Teus braços me colocava no colo
Como se fosse ainda menina
Sonhando com teus abraços
Quando acordo estou sozinha
Procurando teus afagos
Sobre a colcha de cetim
Me sinto uma rosa perdida
Bem longe do seu jardim
Que desprezam o seu perfume
Por causa dos seus espinhos
Ainda sinto em minha cama
O teu cheiro de jasmim
Que ficará para sempre
Guardado dentro de mim
Vou te buscar para sempre
Seguindo vários caminhos
Talvez ainda te encontro
pra te dar os meus carinhos. 



Pancadas da vida.
As vezes me sinto cansada
Pelas pancadas da vida
São tantos os desencontros
Que causa grandes feridas
O amor ficando escasso
A esperança perdida
Me sinto as vezes triste
E também arrependida
De ter deixado ir embora
Momentos lindo da vida
Me arrependo todos os dias
Das horas de despedidas
Foi embora coisas lindas
Com parte da minha vida
Fiquei só com as lembranças
Guardadas dentro de mím
Vou juntar os meus pedaços
Rescrever minha sina
Transformar tudo em versos
Poemas contos e rimas
Escrever o que mais gosto
Elevar a minha estima
Marcada pelas lembranças
Vou cumprindo o meu destino. 


Sorriso.
Se você tem um sorriso
Acho bom você soltar
Pois tem gente precisando
Pra poder se alegrar
Já chega de cara feia
Todo dia se olhar
Bote o brilho mais bonito
Dentro do seu olhar
E vai ver como as pessoas
Vai de te se aproximar
Pra ver teu lindo sorriso
Que nos deixa fascinar
É bom se ver um sorriso
Seja de qualquer lugar
Pra nos trazer esperança
E vontade de lutar
Se quer esboçar um sorriso
Não deixe o tempo passar
Pois é coisa preciosa
Não pode desperdiçar
Um sorriso vale ouro
Do jeito que a coisa tá
Só se ver pessoas tristes
E da vida lamentar
Um sorriso acalma as dores
E embeleza teu olhar.

Direitos reservados Cida Rocha.


Insanidade
Queria ser diva madura,figura repleta,confessa
Mais sou um ser estranho insano completo
Meio doido varrido e feliz,sou poeta
Sou doido por essa tal felicidade,que não se desgruda
De mim nem com a idade,dos dias que passa

Sou protegida das trevas,que mesmo nas horas incertas
Surge um ser de luz,que me segura,mergulha em mim
Cobre minha alma das setas obscuras
Me guiando nos caminhos mais seguro

Minha insanidade não queima,aquele que outrora
Me abraça,pois os versosa me acalma
No brado das rimas que traz
E és que todo insanidade se transforma em paz

Preciso dessa loucura,de um poeta maduro
Que percorre becos escuro,sem medo de estupidez
Levando poemas sem rumo num gesto
Talvez encontre de volta a tal lucidez.

Direitos autorais reservados.Cida Rocha.


Sonhos.
A saudade me tortura
Quando tento te achar
Te busco na minha cama
Na hora que vou deitar
O sono não aparece
Preciso me levantar
Te procuro pela casa
Vou até a sala de estar
Teu retrato na parede
Amarelado do tempo
Faz minha alma acalentar
Vejo teus olhos azuis
Uma lagrima derramar
Mostrando nas emoções
Que também quer me encontrar
Por um instante eu sinto
Nossos lábios se tocarem
Atordoada de amor
Me debruasso no sofá
A respiração ofegante
Eu começo a sonhar
Teu corpo colado no meu
Tu começas a me amar
Me entrego de corpo e alma
Para a noite eternizar.

Direitos reservados.Cida Rocha.


Loucura. Cida Rocha.
Vou fazer uma loucura
Daquelas de emoção
Pra provar pro meu amor
Como é linda essa paixão
Amo muito essa pessoa
Que guardo no coração
Mais eu sou muito insegura
As vezes perco a razão
Vou escrever nossa história
Em romance de cordel
Escrever tudo nas nuvens
Pra ela ver lá no céu
As poesias sobre ela
Vai caindo como um véu
Vou pega ela no colo
E encher de beijos de mel
E os anjos a tocar
Os seus versos de cordel
As estrelas vão cantando
Enquanto lhe dou seu anel
Pedindo em casamento
E lhe jurando ser fiel.

Direitos reservados


Oração.
Vou convidar a todos,a fazer uma oração
Com certeza vai acalmar sua dor no coração
Pois acreditamos pouco,para por a fé em ação
Primeiro vamos pedir,que Deus nos dé seu perdão
E depois agradecer,pela sua proteção
E mostrar o nosso amor,através da gratidão
E pedi que interceda, pela dor de nosso irmão
Vamos pedir que a humildade,invada os corações
Acalmando o nosso ego,controlando as emoções
Quando a alma esta leve,é que a fé entra em ação
Mostrando que esta conosco,em qualquer situação
Querendo acabar com a guerra, que assola a nação
Ele quer todos unidos,vivendo em comunhão
Obrigado meu bom Deus,pela sua proteção.

Direitos reservados.Cida Rocha.


Lei da atração.Cida Rocha.
Gosto dos meus afagos
E de viver em sintonia
Adoro ficar comigo
Me fazendo companhia
Sou minha melhor amiga
Seja noite ou seja dia
Divido comigo as dores
Nos momentos de agonia
Trago a lei da atração
Segura em minha mão
Busco pensamentos lindos
Pra botar no coração
Viajo na escola da vida
Semeando boas sementes
Escolho o que é de bom
Pra botar em minha mente
Pois o que plantamos hoje
Vamos colher lá na frente
Não gosto de reclamar
Daquilo que não deu certo
Pois se não aconteceu
Não estava no projeto
Todo dia eu pratico
O amor e a gratidão
Para ter paz de espirito
Dentro do meu coração
Aí fica mais fácil
Lidar com as desilusões. 


O Tempo.Cida Rocha.
O tempo nos faz pensar
E prestar mais atenção
Afinal ele e o mestre
E dono de toda razão
Faz brotar esperança no peito
E acalmar as emoções
Para tudo ha um tempo
Para as coisa acontecer
A semente que tu plantou
As crianças que vão nascer
A lua que muda de fase
O dia que vai chover
Quer ver as coisas da certo
Deixa o tempo acontecer
O tempo cravou no peito
Os segredos que guardei
Tem muita coisa aqui dentro
Que ainda não te contei
Nosso tempo de namoro
E os beijos que te dei
O tempo faz o ódio
Aplacar o seu furor
Faz você dar o perdão
Aquele que te magoou
É com o tempo que se colhe
Aquilo que se plantou.

Direitos reservados.



Lua.
As noites enluaradas
Espalham brilho no chão
Faz surgir amor no peito
E nascer grandes paixões
É lindo te ver no céu
Sentada aqui na varanda
Se vé em cada estrela
Pedaços de coração
Se pudesse te pegar
Segurar em minha mão
E dizer o quanto és bela
Ao alumiar o chão
Mostrando tua beleza
Espalhada no sertão
A coruja com seu canto
Da adeus a estação
Pois vai começar a chuva
Que anuncia o verão
A lua mostra a data
Boa pra plantação
A lua nova anuncia
Coisas boas vão chegando
A crescente é muito boa
Pra aumentar a criação
Lua cheia e o amor
Chegando no coração

Cida Rocha.Direitos reservados.


Bagagem.
Vou arrumar minha bagagem
Para ir para a estação
Mais acho que vou levar
Só a bagagem de mão
O resto eu vou levar
Dentro do meu coração
Vou levar um sabonete
Pra lavar as emoções
Um perfume bem gostoso
Vou usar em minhas mãos
Um lenço de sabedoria
Pra enxugar as amarguras
Levar muitas alegrias
Na caixinha de costura
Vou levar lindos botões
Pra botar em minha blusa
Que vou usar na chegada
Mostrar minha formosura
Acho que estou esquecendo
O meu frasco de ternura
Para oferecer as pessoas
Que me tratam com doçura
O resto eu vou ganhar
Nesta minha aventura.